Depois da caminhada de longos quatro anos e meio, publicando fotografias, poesias, reflexões, reportagens, vídeos e muito mais, o blog La rue à gauche ganhou uma repaginada. Um novo design, uma nova plataforma! Tudo isso para seguir a vida da aprendiz de escritora e jornalista formada que eu me transformei. Vocês estão convidadíssimos a seguir e acompanhar a nova fase do blog.
A poesia, quando quer se manifestar, é como uma bolinha de ping e pong a pular dentro de nós. Quanto mais ela quica, mas forte fica o sentimento. A agonia pega carona com o sangue nas veias, artérias e vai desembocar na ponta dos dedos, em forma de um fluido transparente. Aquilo envolve nossas mãos e papel (ou teclado). As palavras se desenvolvem desse enlace, como um bailado de casamento!
A princípio não sabemos a mensagem que ela carrega. Só identificamos depois de pronta, feita. Às vezes nem assim, afinal também é perene, sem começo e fim. Se quiser ser miolo pode, nenhum problema. De vez em quando vem em forma de natureza, contempla céu, terra e os elementos coexistentes entre um e outro. Outras, quer mesmo é explodir tudo que o amor deixou cair, ainda que, no minuto seguinte, levante-o da forma mais sublime e delicada.
Se for o caso, transforma-se em escuridão. Transmite nas entrelinhas os mistérios da noite de fora e de dentro. Inclusive, pode ser noite em plena luz do dia. Fala e desabafa! Cria e desmantela. Constroi e derruba! Apaixona e repudia. Equilibra e desequilibra. Segue os devaneios da mente e as batidas do coração. Ora prefere a razão, ora prefere a emoção. É inconstante em linhas paralelas...
Nasce da agonia, vem para acalmar! Nasce do descontentamento, vem para serenar! Diz o indizível, desengasga o nó da garganta sem gritar. É independente. É viva. Nunca morre!
Agradeça as vezes que o amor superou o rancor dentro de ti. Precisamos nos policiar pelos sentimentos que se misturam nesse caldeirão interior. Distingui-los, retirar ervas daninhas - quando em banho-maria - transformam-se em negatividade. Confesso, não é fácil! É processo lento, cuidadoso. Mas enquanto eles se ajeitam, façamos silêncio. Pois Deus cuida. Qualquer coisa, deixa a poesia falar. E vive. Sempre
Basta digitar: ‘falar merda’ no Google que aparecerá aproximadamente 3.820.000 páginas referentes à pesquisa. Muitas delas resumos, resenhas, reportagens sobre o próprio livro de Frankfurt. Outras tantas sobre pessoas comentando o tema em fóruns, blogs e redes sociais. No site de relacionamentos Orkut, por exemplo, são ao todo 204 comunidades que focam o falar merda.
‘Adoro falar merda’, ‘Se for pra falar merda, cala a boca’, ‘Aff! Só liga para falar merda!’, ‘Ganhar dinheiro para falar merda’, ‘Falar merda é uma arte’ são alguns dos títulos. Nessa última comunidade, o fundador escreve: ‘Quantas músicas famosas que não dizem absolutamente nada? Quantas pessoas que ganham dinheiro só falando merda na TV? Por isso, dê valor às suas merdas que elas podem render bons trocados!’
Foi exatamente isso que aconteceu com o rapaz norte americano de 29 anos, Justin Halpern, ao criar um Twitter para publicar as máximas que o pai, de 74 anos, soltava. Segundo ele, tudo começou em tom de brincadeira, mas tomou tamanha proporção que acabou na publicação do livro, Shit my dads says – no português, ‘Merdas que meu pai fala’, lançado no ano passado. “Na primeira semana, eu só tinha um punhado de seguidores – alguns amigos que conheciam meu pai e o consideravam uma figuraça. No dia seguinte era mil, depois 10 mil, 50 mil, 300 mil. De repente, a foto e citações do meu pai pipocavam por toda parte”, conta no livro.
Halpern via as merdas do pai tomarem proporção sem saber como conter, afinal tinha feito tudo sem que o dono do falatório tomasse conhecimento. Um dia, chegou, conversou e deu tudo certo. A única ressalva era de que não concederia entrevista e todo o dinheiro oriundo da divulgação iria para o filho. No fim das contas, Halpern saiu lucrando (literalmente) com as merdas do pai.
Embora o fenômeno da internet bem como de outros meios de comunicação, parece ter proliferado a falação de merda, o filósofo Frankfurt discorda. “É impossível saber se hoje se fala relativamente mais merda que no passado”, escreve. Para ele, a produção de merda é determinada pelas circunstâncias e pela falta de estímulo de conseguir identificar as verdades sobre as coisas. Assim, as pessoas acabam falando sobre os conceitos próprios, sem aprofundá-los. “Sinceridade nada mais é do que falar merda”, conclui a obra.
Se para Frankfurt falar merda pode ser faltar com verdade, para o assistente social Lenilton, é muito mais que distração, elucubração ou ignorância, é necessidade. Se para Halpern, falar merda rendeu sorrisos e dinheiro, para Cristiano, o bancário entrevistado, rendeu chateação ao ouvir a colega contar vantagens. Já o estudante Raphael, prefere falar as merdas só entre amigos. Bom, para cada um, a merda causou algo diferente. E para você, o que ela causa?
“Por isto, deveríamos decretar o dia da merda. “Salve a merda!”, termina Lenilton.
E como diz a classe teatral, “à merda”.
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Para quem deseja seguir o Twitter de Justin Halpern, basta acessar twitter.com/shitsmydadsays
E subitamente assim repentinamente tão de repente uma saudade invadiu-me todinha. Entorpeceu meus sentidos, agoniou-me a ponto de gritar o nome da pessoa!
Ahhhhhhhh! S-A-U-D-A-D-E. Longe estava, nem deu para ouvir. Tomara que os ventos tenham levado o recado até seu peito.
Nesse torpor do desejo, Calei-me para a tela do computador.
Talvez, o mais bonito de uma poesia esteja nos bastidores de sua construção. A troca de ideias, de palavras e notas musicais. O encontro de dois corações ou o resgate de um deles. E mais uma vez, a simplicidade e os detalhes fazem toda a diferença quando se trata de relacionamentos. Dessa vez, a literatura é fruto da realidade, ou melhor, é a realidade ditando a literatura...
“Para sintonizar nossa vibração, precisamos entrar em contato com os elementos da natureza”, disse um dia meu pai, num passeio à Cachoeira do Itiquira, na região de Formosa/GO. O velho estava certo. Contemplar nossos olhos com o verde das árvores, lavar o rosto com um pouco da água corrente, sentir os cabelos ao sabor do vento traz paz e tranqüilidade a uma alma perdida no asfalto da urbanização.
E não precisa ir longe para sentir-se inebriado pelos presentes de Deus. Uma caminhada matinal no parque te faz ficar melhor...
Ela acordou as 9h28. Esfregou os olhos, viu sua face espelhada no celular. “Preciso ligar pra ele”, pensou. “Daqui a pouco! Vou levantar, me vestir e comer. Bom dia domingo!” E foi o que ela fez. Na noite anterior, havia pré combinado de passear no parque com o namorado, era preciso só ligar pra ele. Apesar de gostar muito, não era comum para ela fazer estas coisas num domingo de manhã. Mas sentia que precisava espairecer, ver novos ares e, também, tomada pela onda geração saúde da tia aposentada, decidiu-se, com ele ou sem ele, ir! E foi.
Comeu um pedaço de pão, fones no ouvido, garrafa de água na mão, tênis calçando seus pés. Desceu. Deu oi para o porteiro, distribuiu sorrisos gratuitamente, inebriou-se com a música e abriu visão para a rua. O sol estava quente, mas o céu não era azul. Havia nuvens de chuva sobre sua cabeça. Em breve prece, pediu a Deus que conseguisse chegar seca ao parque. E caminhou, cantou, caminhou.
Ligou para ele, voz de sono. Infelizmente não poderia ir, estava ocupado. “Tudo bem!” Afinal, já havia tomado sua decisão. Deixa a saudade aumentar, isso é bom! Ficou dividida entre as músicas e as notícias. Rádio, ou MP3? Peferiu deixar o mundo jornalístico para a tarde. Matérias impressas, sentadas confortavelmente no sofá. Seu diálogo com a música, naquele momento, a preenchia melhor.
Pedras, paralelepípedos, um caminho de arvoredo, faixa de pedestre, sinal, carros em alta velocidade. Um dar de mão para atravessar. De longe, seus olhos enxergaram as crianças correndo, jovens de bicicleta, um vendedor de pipoca concorrendo com o sorveteiro. Homens másculos exibindo seu corpo suado para as moças esguias correndo de óculos escuros. Adentrou aquele universo.
Olhou para o céu, sorriu e começou seu Cooper. Cruzou com senhores de idade, uns de mãos dadas. “Que vivacidade!” Deu voltas, ligou para o pai. Uma saudade rondava seu peito há dias. Conversou sobre coisas da vida, riram. Amor de pai e filha transmitidos por ondas telefônicas. “Ai, como queria te abraçar agora!” Desligou, voltou-se ao momento. A música retornou aos fones de ouvido. Olha! A canção falava de amor. Pensou nele, na vida, em Deus.
Decidiu sentar. Bebeu água, alongou-se. De repente, duas meninas vieram correndo do parquinho de areia. O pai as esperava em outro banco, encostado na bicicleta. Era uma maior e outra menor, ambas só de calcinha. Pareciam brincar na lama. Sorriam! A maior pegou a bicicleta rosa e saiu andando. O pai foi atrás, com a menorzinha, em pé sobre o cano da bike, com os braços enrolados no pescoço paterno.
Do outro lado, uma moça empurrava um carrinho com um bebê. Um senhor comprou um picolé. O pensamento aqui e lá. A música fundindo-se com a vida. A valsa alegre triste da viagem da mente. Dentro e fora, era ela, latente que impulsionava nosso coração a bater. Como a vida não para, era hora de voltar pra casa. A mãe queria alface, tomate e frutas. Outra tia viria para almoçar. No relógio, 12h!
Voltou cantando, caminhando, cantando. Afinal a vida era bela, os detalhes preciosos. Ela se sentia bela! Comprou o jornal, leu a manchete fatídica. “Quadras do Plano Piloto tomadas pelo crack.” Suspiro. Voltou-se a Deus, rezou em silêncio. Sorriu para a esperança, chegou em casa. Descansou!
Decidi escrever uma nova história. Ainda não sei se ela será efêmera como um roteiro de cinema ou mais longa como uma telenovela. Vai depender do percurso que os atores querem percorrer. Sim, o escritor só tem domínio sobre eles no momento de sua criação, depois eles que conduzem o lápis e seguem com seus conflitos, personalidades, contextos que se cruzam. O autor pode até ter um leve estalo de como vai ser o desfecho do desenrolar dos fatos, mas as ideias são mutáveis e acabam seguindo outros caminhos.
Todavia, talvez as personagens já estejam vivas dentro da mente do escritor, latentes para ganharem forma no papel, TV ou rádio. A inspiração é o trem que os leva a realidade. Talvez as personagens sejam oriundas dos convívios do escritor e das pessoas que o rodeiam. É a vida ditando a literatura. Talvez, em sonho um ser é criado. É o inconsciente querendo manifestar-se.
Tudo é escrita. O mundo é a poesia de Deus. Tudo é leitura. Textos mais duros, céticos e sem sentimento não deixam de ser textos. E também passam emoção. Prosas carregadas de amor e romance também são prosas. E também passam emoção. Todo ser humano tem amor, mesmo que escondido. E quem diz que 'odeia', acaba amando ao contrário...
Todo mundo tem uma história digna de livro. Até a normalidade pode ser retratada. Basta a sensibilidade dos olhos. Portanto, a história que vou escrever é como as reticências, sem fim, que se arrasta, volta e vai. Não colocarei ponto final porque ele nunca é final! A vida é cíclica. E é nessa roda gigante, com o eixo chamado Deus que as personagens vão viver. O tempo é o ontem, o hoje e o amanhã. Deixa o eixo ditar os dias e as páginas a serem preenchidas.
O ponto final é vírgula e o último suspiro é o primeiro de uma novo amanhecer.
Por trás de JK, a predestinação política de um jataiense
Foto: Rick George
A vida de Antônio Soares Neto (84), seu Toniquinho, parece ter começado no dia 4 de abril de 1955, quando ele já tinha vivido 29 anos. É que nesse dia, ele entrou para a história brasileira depois de fazer a crucial pergunta que culminaria na inclusão da transferência da Capital no Plano de Metas do então candidato à presidência Juscelino Kubistchek. A admiração profunda por JK transformou-se quase que na vida desse importante personagem da construção de Brasília.
Por Nathália Coelho
Calmo e sem titubear, Seu Toniquinho abriu a porta do seu apartamento bem decorado no Setor Oeste de Goiânia (GO) para a equipe do Artefato numa manhã ensolarada de sábado. Medindo pouco mais de 1,50m, o homem idoso com sorriso nos lábios convidou-nos para entrar e logo foi perguntando se havíamos feito boa viagem. “Faço o percurso de Brasília a Goiânia desde 1956”, disse alegre. Hoje, seu Toniquinho mora com a esposa na capital do estado de Goiás. Conta que mudou por conta da primogênita, Marcélia, que à época, estava estudando em colégio de Freiras.
Filho de comerciante, Antônio Soares Neto nasceu no ano de 1926, na cidade de Jataí, interior do Goiás. Na juventude trabalhou como securitário, uma espécie de corretor de seguros da Companhia Sul América. “Antigamente, eu andava atrás das pessoas, batia na porta oferecendo seguro, hoje não, elas que vêm buscar essa segurança”, comenta.Casou-se em dezembro de 1955, com uma moça da cidade. Da união, nasceram Marcélia, Carlúcio, Isaías, Paulo e Rooswelt. Em 1959, tornou fiscal do estado no seu município de origem e largou o ramo privado. No ano seguinte, se formou em Direito pela Faculdade Anhanguera e começou a atuar também como advogado.
Claro, não se pode esquecer-se da política! Seu Toniquinho é primo segundo de Dr. Serafim de Carvalho, um dos líderes políticos mais importantes de Jataí em meados da década de 50. Ambos faziam parte do Partido Social Democrata (PSD), mesma sigla de Juscelino Kubistchek. Entretanto, Toniquinho nunca se candidatou. “Teve uma época que surgiu a conversa de me lançarem para prefeito. Mas Dr. Serafim me perguntou: você tem dinheiro?”, afirma rindo. E continua, “Eu respondi que muito pouco, só parar meu sustento. E acabei aceitando seu conselho, afinal eu era só um eleitor amigo dos líderes da época”, revela.
Com a voz firme, memória impecável e lúcida, seu Toniquinho se emociona ao contar o episódio que mudou sua trajetória. Inclusive, ao relatar sua vida não consegue desvencilhá-la dos caminhos de JK. Por isso, tudo começou no dia 4 de abril de 1955. “Eu vou fazer um restropecto para vocês entenderem, algumas coisas, JK me contou pessoalmente.”
Assim que Getúlio Vargas morreu em 1954, Café Filho assumiu a presidência do Brasil. Juscelino era Governador do Estado de Minas. Na eminência de um Golpe Militar, o PSD lançou, no início do ano seguinte, JK como candidato à presidência. Seu Toniquinho se recorda de JK te contar que um dia, olhou para o firmamento e uma estrela do Cruzeiro do Sul ‘falou’ que ele seria o próximo presidente do Brasil. “Sabemos que uma estrela não fala, né? Mas aquilo era uma força positiva que estava com ele internamente”, conclui.
Por conta do golpe, JK foi aconselhado a começar sua campanha eleitoral pelo interior do país. Como o município de Jataí o diretório do PSD era forte e não tinha oposição, o candidato à presidência iniciou seus comícios na terra goiana. Na manhã do dia 4 de abril de 1955, seu Toniquinho e outros colegas foram buscá-lo no aeroporto. Por conta de uma chuva, realizaram o comício num galpão de uma oficina. A caçamba de um caminhão foi o palanque. Depois do discurso, Juscelino abriu para as perguntas.
Em meio às lágrimas, Seu Toniquinho relembra as palavras preciosas que o levariam a ficar amigo do presidente que construiu Brasília. “Com o coração saindo pela boca, levantei o dedo e perguntei, já que o senhor falou tanto em cumprir a constituição, nós queremos saber, se eleito for, o senhor vai transferir a capital para o Planalto Central conforme está previsto na carta magna.” De acordo com Toniquinho, o questionamento surgiu porque ele estava estudando a constituição para prestar vestibular de Direito. “A pergunta foi espontânea, não teve nada forjado, como diz o meu amigo Adirson Vasconcelos em seu livro, eu nem estava em Jataí nesse dia”, desmente. Para Seu Toniquinho, aquele momento fazia parte da “predestinação política” de JK.
Da sala para um quarto cheio de memórias. Nos quadros pendurados na parede, as fotos revelavam um passado permeado por títulos de honra ao mérito, homenagens, viagens com a família, encontros políticos com líderes de estados brasileiros, fotografias com o próprio Juscelino. Ao centro do mural, o instante paralisado do momento decisivo: o comício em Jataí. No meio da multidão, um círculo aponta Seu Toniquinho.Em cima da mesa, uma pilha de documentos também carregava um pouco da história do Brasil. Eram cartas, reportagens, cópias de documentos, inúmeras bibliografias de Juscelino. Todos estes, contendo o nome de Seu Toniquinho. Dentro do guarda-roupa, livros, revistas, jornais antigos.
Em meio a esse acervo histórico, o velho Antônio Soares relembrava os momentos em que esteve ao lado do presidente JK. “Almocei com JK depois do comício, assisti a primeira missa, fui convidado para a inauguração de Brasília e de seus monumentos, ele esteve em Jataí outras vezes, até no dia do enterro dele eu estava lá.” Mas seu Toniquinho nunca quis mudar-se para a nova capital. “Na época eu tinha meu emprego, minha casa, meu carro, uma fazendinha. Não precisava mudar de vida”, explica.
Depois de tantos anos, atualmente seu Toniquinho prefere acompanhar a política pela imprensa. “Vocês já ouviram falar de um político de Goiás chamado Maguito Vilela? É irmão da minha mulher e nosso afilhado.” Maguito foi governador do estado até o ano de 1995. Apenas um dos seus filhos, o caçula Roosevelt se debandou para a política e pretende lançar-se vereador de Jataí nas próximas eleições. Seu partido, PT. Entretanto, questionado sobre suas preferências presidenciáveis não titubeia e fala, “vocês têm que acreditar em mim, a Marina é uma candidata porreta!”, revela em meio a um sorriso. “Quando eu for a Jataí, vou pedir voto pra ela adoidado!” Pode-se ouvir uma bela gargalhada! Entretanto, seu Toniquinho suspira e diz que sua favorita não tem chances nas eleições.
Sobre o esquema de corrupção aflorado no atual governo de Brasília, resume em dizer que lamenta muito, ainda mais porque a cidade completou 50 anos. “Eu conheci o Arruda, tinha algumas fotos com ele. Mas não vai botar essas no jornal não, viu?”, recomenda. Para Toniquinho, nenhum presidente se assemelhou a JK. “Com a força dele, trabalhador como ele, nem a Marina.” Um palpite para a pasta do GDF, prefere não dizer nada. “É, o Roriz eu não sei, estavam dizendo que ele não ia poder se candidatar.”
O olhar de Toniquinho para suas memórias transmite a felicidade dos anos que passou. Juscelino Kubistchek foi seu grande ídolo e parece estar presente até nos mínimos detalhes. Uma memória viva (e ainda cheia de vida) para ser emanada ao seu redor. No seu canto, criou o conforto necessário para o descanso merecido. Prefere não falar mal de ninguém, ao criticar, o faz com cuidado, é melhor enxergar as qualidades que os defeitos, não? Mesmo com o peso dos anos, Antônio Soares não perdeu seu humor. Quando pediu que voltássemos mais tarde, solta: “Você conhece palavra de sapateiro?” E explica... “Quando as pessoas vão buscar o sapato, ele sempre fala: volta amanhã!” E todos no cômodo riem sem perceber.
A viagem ao tempo só chega ao fim porque Seu Toniquinho tem um compromisso ao meio dia em ponto. É que seu amigo, também jornalista, vai buscá-lo para comer uma feijoada na casa de outros amigos. Olha só! “Tudo bem, Seu Toniquinho, vamos embora!”
Procuro alguém que fale com brilho nos olhos, "Se você vier, pro que der e vier comigo, te prometo o sol, se hoje o sol sair, ou a chuva..." Assim, a minha recíproca será manifestada pela simplicidade do amor!
Isso! Anseio o manifesto, em mim, do verbo amar. Alguém capaz de me oferecer os espetáculos do nascer e pôr-do-sol, a chuva, o orvalho, as flores arrancadas da terra. Afinal, não é preciso do MUITO nem do mirabolante! Basta trazer nos olhos a verdade de uma manhã acordando e a voz do canto dos pássaros!
Ou quem sabe... Ser embalada pela sintonia da natureza, cheiros e sensações despertadas ao toque, pela VERDADE do encontro, pela motivação do PERTO! Quero uma valsa ao passo do vento, trajes de um jardim florido, os lábios de um beija-flor que alimenta. Quero banhos de chuva ao sabor do riso!
Mas que esse amor, calmo como uma brisa, chegue depois de uma avassaladora tempestade de paixão. Daquelas que desabam de surpresa, lavam o corpo e a alma com as pesadas gotas vindas do céu. Quero o voo dos cabelos com a ventania, o entrelaço das folhas das árvores.
Quero passos firmes, largos ou não. Quero muros para transpassar, pedras para transformar em borboletas. Desafios e vida para vencê-los! Quero uma vida ao lado de outra vida que tenha a sintonia da natureza. Que seja bela como uma lua cheia, e que se renove a cada estação.
Texto adaptado de postagens no twitter. Sigam: @NathaliaCoe
- Como é o nome da sua boneca, Bia? – disse Tia Juliana para sua sobrinha neta Bianca, de dois aninhos.
Ela estava segurando uma boneca de pano com um vestido rosa e detalhes verdes, cabelos loiros encaracolados e um grande sorriso bordado no rosto. Bia falou:
- Boneca, tia. O nome dela é boneca. – com a voz mais calma que se podia escutar.
- Mas Linda da Tia, a boneca tem um nome, igual a você que chama Bianca.
A pequena virou a boneca, cutucou o brinquedo e disse:
- Ei, qual é o seu nome? – com a expressão de indagação.
Presos poderão tirar extratos da sua situação penal nos presídios do DF
Foto Divulgação TJDFT
TJDFT lança programa "Justiça em execução", que permitirá ao preso o acompanhamento do seu processo por meio de totens instalados nos presídios e por uma página exclusiva na internet. A medida é novidade no Brasil.
Pensando em medidas para implementar a área de execução penal no DF, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT) lança, nesta segunda feira (29), o programa "Justiça em execução." Uma dasprincipais novidades é a instalação de um novo sistema informatizado (SISTWEB) - módulo VEP/VEPEMA e de totens exclusivos para consulta processual pelos presos que cumprem penas nos presídios do DF.
Na ocasião, o TJDFT também vai assinar um convênio com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para adesão a outro programa "Começar de novo" que visa à ressocialização de presos por meio do trabalho. A princípio, cinco sentenciados serão beneficiados pela medida e vão prestar serviços na distribuição de malotes do protocolo expresso do tribunal.
O sistema informatizado contará com duas páginas virtuais acessadas por meio do site do TJ. Elas divulgarão as ações, os benefícios e os regulamentos da Vara de Execuções Penais (VEP) e da Vara de Execuções das Penas e Medidas Alternativas do DF (VEPEMA).
Os totens, por sua vez, serão inicialmente instalados no Presídio Feminino do DF (conhecido popularmente como Colméia) e no Centro de Progressão Provisória (CPP) no Gama. Por meio deles, os detentos poderão realizar consultas e imprimir relatórios atualizados sobre sua situação penal, (tanto de prisões provisórias, temporárias e preventivas); sendo que o próprio sistema fará os cálculos de pena total a cumprir.
O Distrito Federal é o único a oferecer esse serviço de acompanhamento de penas pelo próprio sentenciado em todo o Brasil. Nos demais estados, eles só têm acesso por meio de relatórios anuais.
Está prevista a presença de autoridades do Tribunal, do Judiciário e Executivo. O presidente do CNJ, Ministro Gilmar Mendes vai assinar o convênio com o Tribunal, representado pelo Desembargador Nívio Gonçalves.